Milhões de pessoas no mundo são portadoras de diabetes mellitus . O silêncio dos sintomas da diabetes é um dos principais fatores que agravam a doença. Parecer saudável e sem manifestar qualquer dor ou incômodo aparante faz com que muitos pacientes relaxem nos cuidados da doença. "Só um pedacinho hoje" essas são as palavras de muitos diábéticos. O resultados da falta de cuidado leva à neuropatia diabética, caracterizada pela degeneração progressiva dos axônios das fibras nervosas.
O axônio é a célula do sistema nervoso responsável por transmitir todas as informações do cérebro ao corpo.

A neuropatia diabética é descrita como uma diminuição das respostas sensitivas e motoras dos nervos periféricos, a pessoa perde a sensibilidade nos membros e qualquer injúria não é levada ao cérebro com velocidade. Há uma resposta retardada quando a pessoa machuca, a informação com baixa "velocidade" faz com que a ação de proteção (retira a mão, mancar, retirar o sapato.....) para evitar a dor e o machucado não ocorra. A lesão é progressiva e os pacientes com pior índice glicêmico (alta taxa de glicemia) apresentam as respostas mais agressivas se comparados aos pacientes com controle glicêmico satisfatório. O uso de insulina ajuda a retardar a neuropatia diabética.
O apareciemtno de pequenas lesões resultam em úlceras e estas progridem para uma grangrena (morte do tecido ou do órgão) acarretando a perda do membro.

De acordo com o trabalho de Cícero Fidelis Lopes existem as seguintes maneiras de reconhecer um pé diabético:
COMO RECONHECER UM PÉ DIABÉTICO?
1. Primeiramente procurar um profissional de saúde para a avaliação diagnóstica e de exames auxiliares.
2. Avaliação é de acordo com o nervo atingido:
a) sensoriais: dores tipo queimação, pontadas, agulhadas, sensação de frieza, parestesias, hipoestesias e anestesias. Relembrando, há uma perda progressiva da sensação de proteção tornando o paciente vulnerável ao trauma.
b) motores: atrofia da musculatura intrínseca do pé, deformidades ósteo-articulares com suas mais freqüentes apresentações como: Dedos em martelo, dedos em garra, hálux valgus, proeminências de cabeças de
metatarsos. Presença de calosidades em áreas de pressões anômalas e ulcerações (Mal perfurante plantar).
c) autonômicos: diminuição da sudorese com ressecamento da pele e fissuras.Vasodilatação e coloração rosa da pele (“pé de lagosta”) oriunda da perda da auto -regulação das comunicações artériovenosa. Vale lembrar que também está relacionado com a neuropatia a condição denominada como “pé de Charcot” (neuro-ósteoartropatia).
Os sintomas e sinais oriundos da angiopatia (vasos sanguineos) são:
a) dor / claudicação intermitente;
b) dor de repouso;
c) palidez;
d) cianose
e) hipotermia
f) atrofia de pele/tela subcutânea/músculo
g) alterações de fâneros (pelos e unhas)
h) diminuição ou ausência de pulsos à palpação
i) flictenas / bolhas
j) úlcera isquêmica
k) necrose seca (isquêmica)
l) gangrena seca (isquêmica)
Os sintomas e sinais oriundos da panneuropatia são:
a) ressecamento de pele;
b) fissuras de pele;
c) hiperemia / eritema;
d) hipertermia;
e) ectasia venosa;
f) alteração de sensibilidade;
g) deformidades ósteo-articulares (ex.: joanete, dedos em garra ou em martelo, “pé de charcot”, etc );
h) calosidades;
i) úlcera neuropática.
Os sintomas e sinais oriundos da infecção são:
a) edema;
b) secreção/pus (na ferida);
c) necrose infecciosa;
d) gangrena úmida (infecciosa).
Tratamento
1. O controle adequado da glicemia e do peso corporal são recomendações para prevenir;
2. A dor neuropática não tem um tratamento definido;
3. As deformidades são tratadas em vários centros, muitas vezes com cirurgias;
4. As calosidades são tratadas com as substâncias tópicas inidicadas por um profissional de saúde;
5. As úlceras de origem neuropáticas podem ser tratadas de forma conservadora com diversos tipos de calçados terapêuticos e de órteses;
A melhor forma de prevenir é com o controle da alimentação, mantendo baixa a glicemia, atividades físicas regulares e controle constante com o profissional de saúde.
Fonte
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